Arquivo para a Tag ‘ONA’

Modelo de governança

Publico aqui a apresentação que fiz na conferência do Prêmio Intranet Portal 2009, realizada nos dias 12 e 13 de novembro em São Paulo. A idéia foi de uma palestra breve, pois o objetivo final era estimular o debate com os participantes, o que efetivamente aconteceu.

Vocês vão reparar que a apresentação dá uma ênfase bastante significativa á ONA (Organizational Network Analisys), pois, a meu ver, no que eu chamo de camadas da governança, o ponto crítico é a correta escolha dos atores. Como falei durante o evento, nunca vi, jamais mesmo, uma estrutura de governança com pessoas indicadas aleatóriamente pelos gestores. Vejam o exemplo da apresentaç]ão para entender o porquê, comparando o slide que reproduz o organograma com o seguinte que é a representação do fluxo das informações na mesma área.

A propósito, a conferência do Prêmio Intranet Portal 2009 foi um momento único de troca de conhecimentos. As empresas em que o portal corporativo está fazendo a diferença em seus negócios, mostraram o caminho das pedras para realizar um trabalho bem feito. Como se não bastasse, os debates e apresentações dos convidados deixaram um gostinho de quero mais.

Análise de Redes Organizacionais aplicada à Governança

Há muito tempo eu bato na tecla de que a escolha correta dos pontos focais é um dos fatores que determinam o sucesso ou o fracasso da estrtura de governança. Extrapolando, eu diria mesmo que essa escolha se reflete no projeto como um todo. Por isso, eu sempre tento inserir nos projetos uma atividade que chamo: Análise do fluxo de informações. Já escrevi até um artigo sobre esse assunto Dinâmica de Informação, publicado no site Intranet Portal, do qual sou colunista.

Como eu disse, sempre tento inserir essa atividade nos projetos, mas poucas vezes consigo. Por uma série de barreiras, principalmente políticas, o ponto focal é aquele sujeito que o diretor indicou e pronto. Não importa muito se ele foi indicado porque não faz nada ou se é um estagiário recém-contratado, o que evidencia a importancia que aquele gestor está dando ao projeto: nenhuma. Quando o binômio pessoa errada X falta de investimento em capacitação acontece, pode dar um adeus bem grande ao projeto. Batata!!

Mas essa realidade parece estar mudando. E o nome da mudança é  “Análise de Redes Organizacionais” (ONA — sigla em inglês de Organizational Network Analysis). Tá certo vai, o nome é mais bacana que o meu Análise do Fluxo de Informações, mas é a mesma coisa, 

O mapeamento das redes informais aponta alguns aspectos como:

• cooperação — quem troca informação com quem; 
• confiança — quem pede conselhos a quem; 
• inovação — como é o fluxo de troca de novas idéias;
• motivação — quem são os colaboradores que estimulam e motivam.

Entre outros pontos da metodologia que é aplicada na ONA, uma pergunta muito simples já dá uma idéia de onde se quer chegar:

Quando você tem uma nova  idéia ou dúvida, a quem da sua área você pede conselhos? 

Bingo! Provavelmente o conselheiro será aquele que seria o ponto focal ideal dessa área no projeto. E, por experiência nas dezenas de projetos em que participei, esse conselheiro quase nunca é o gestor.