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Governança faz parte do planejamento estratégico?
Faz sim, mas eu separo! Antes que você me ache um doido incoerente, eu explico: a experiência prática em dezenas de projetos me fez optar por tratar a governaça como um item separado, porém, evidentemente, contextualizado, interligado e impossível de existir sem o planejamento estratégico.
Cansei de analisar planejamento estratégicos de empresas para projetos web em que a governança era um mero coadjuvante. Lembro especificamente de dois muito bem estrtuturados, parrudos, cada um com mais de 100 páginas, das quais cinco eram sobre governança, resumida ao desenho de alguns workflows e à periodicidade de atualização de algumas áreas do site. Baseado em que, não descobri até hoje.
Apenas para pontuar, os planejamentos eram de duas das maiores empresas do mundo que levam a web muito a sério!
Exemplos como esses me motivaram a adotar a governança como uma disciplina “separada”, a fim de enfatizar os diversos aspectos que devem ser observados. Para afirmar que um projeto conta realmente com uma política de governança, alguns itens básicos precisam estar bem definidos:
- Estrutura de governança – níveis estratégico, tático, operacional e respectivas interações.
- Escolha de atores – adequação de perfil, através da análise de rede organizacional.
- Papel dos atores – qual o escopo de atuação de cada um dos envolvidos.
- Matriz de responsabilidade – qual a tarefa designada a cada um dos envolvidos.
- Conjunto de políticas – elaboração de guidelines editoriais, gráficos.
- Workflows - desenho dos processos a serem seguidos em diversas situações.
Isso é o básico, o mínimo mesmo para que a governança seja estruturada. Já para que seja colocada em prática, a lista aumenta bastante, por isso mesmo que avisei que os itens listados aí em cima são o mínimo.
Então, agora fica mais claro o porquê de eu separar a governança ao elaborar o projeto? Mesmo essa lista básica requer um esforço enorme, árduo mesmo, pois é ao elaborar a governança que as principais barreiras são evidenciadas: políticas, operacionais, de processos e, até mesmo, do negócio.
Ao colocar a governança no bojo do projeto, as pessoas tendem a desanimar e dar “um jeitinho” para simplificar esse tópico. Claro, é muito mais impactante definir objetivos de crescimento e métricas do que indicar quem vai ser o responsável por cada pedacinho.
O problema é que, se não houver uma governança muito bem definida, os belos números ficarão no papel e mais um excelente projeto terá chegado ao fim, simplesmente porque ninguém era responsável por checar se tudo estava correndo bem.
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