Posts de Setembro, 2008|Página de posts mensais

Considerações sobre o workshop de governança web

Em todos os meus workshops, a primeira atividade é uma apresentação dos participantes. Além de nome e empresa, peço que sejam bem específicos no motivo de estarem ali. Apesar de ter 20 pessoas, as razões são bem parecidas. Dá até para agrupar em três topicos:

  1. Estamos no início de um novo projeto e queremos começar direito.
  2. Implantamos um novo projeto, mas não está funcionando como deveria. Queremos saber o que está errado.
  3. Queremos conhecer as melhores práticas para sensibilizar os stakeholders.

O que eu mais gosto dos workshops é a troca de experiência contínua que existe entre todos os presentes – o instrutor inclusive. A partir da base teórica, mas com viés prático, que é apresentada, o fluxo de interação entre os partcipantes é intenso e muito rico.

Em resumo, o que procuro mostrar é o caminho a ser seguido, não uma receita de bolo, pois ela não existe e, juntos, analisamos cada caso em linhas gerais para que seja replicado em cada projeto, observando as peculiaridades.

Gratificante é que sempre encerro com a pergunta: ” Ao voltar para sua empresa, você sabe o que fazer e por onde começar?” O sim é a melhor recompensa.

Empresas não adotam web 2.0 porque acham caro

“Apesar do número crescente de canais colaborativos na internet, como Wikipédia e Digg, algumas das principais empresas da área de TI (Tecnologia da Informação) que atuam no Brasil ainda ignoram as plataformas baseadas na web 2.0.

Durante o Reseller Forum, encontro de tecnologia que terminou ontem (20) na Ilha de Comandatuba (BA), a colaboração por meio deste tipo de ferramenta foi discutida e incentivada por empresas que, na prática, ainda não embarcaram na tendência.”

Folha Online

Quando lí esses dois primeiro parágrafos, a minha primeira impressão era de que as empresas ainda não adotava a Web 2.0 por ser um conceito ainda muito novo e ter várias interpretações. Antes de embarcar na onda, estavam esperando as iniciativas amadurecerem. Até aí, nada de anormal, afinal você não investe uma soma considerável de dinheiro sem nem imaginar o retorno.

Mas eu estava enganado. No texto alguns executivos justificam não adotarem nenhuma iniciativa de web 2.0 porque é caro. Acham que, como é preciso montar uma equipe específica para gerenciar os novos canais, o investimento não vale a pena.

Me surpreendi com essas afirmações. Mais ainda pela falta de visão de como a web 2.0 pode trazer lucros enormes, afinal nunca a voz do cliente foi tão presente.

Recomendo a essas empresas a leitura de Wikinomics: Como a Colaboração em Massa Pode Mudar o Seu Negócio, de Dan Tapscott.

Esse livro detalha cases de empresas que levaram a colaboração a sério e estão ganhando bilhões com isso. Erradas não estavam, né?

Por que um workshop sobre governança web?

Nos dia 25 e 26 de setembro acontecerá o meu workshop sobre governança web. Será realizado  em São Paulo e você pode conferir a programação e todos os outros detalhes clique no link abaixo.

http://www.canalexecutivo.com/gweb.htm

Divido esse workshop com meu amigo Daniel Aisenberg. Tivemos a idéia de formatar esse evento pelas constatações que fazemos no nosso dia-a-dia profissional: é impressionante o número de sites, intranet e portais corporativos abandonados, desatualizados e desacreditados, seja por usuários internos ou externos (quando não por ambos).

E por que estão abandonados? Porque simplesmente foram na “onda”. A empresa precisava ter os meios digitais, pois todos tinham e não dava para ficar para trás, né? Na época, na maioria das vezes, não se pensou que qualquer projeto têm de ser aderente aos objetivos estratégicos da empresa, caso contrário, não vai tardar muito para os gestores começarem a se questionar qual o retorno dos investimento que foi e está sendo feito.

Gostei  muito de uma frase do livro Web Analítica – Uma hora por dia, de Avinash Kaushik. Diz ele: “O adolescente (a internet) agora está sendo solicitado a justificar as despesas” O mesmo se aplica perfeitamente para intranets/portais corporativos.

Falo um pouco mais sobre esse assunto no meu último artigo para o site Intranet Portal (www.intranetportal.com.br), no qual sou responsável pela coluna Conteúdo e Comunicação.

Prometo compartilhar com vocês as impressões e tendências do worshop.